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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Coletânea de contos celebra os 25 anos de "Nevermind", do Nirvana

Eleito um dos melhores álbuns de todos os tempos, Nevermind, do Nirvana, completa 25 anos neste sábado (24).
Para celebrar a data, a coletânea Cobain reuniu 25 escritores brasileiros que assinam contos inspirados nas faixas originais do disco e em canções retiradas de outros álbuns da banda, as chamadas bonus tracks.
O livro, no formato digital (e-book), está disponível, para download gratuito, nas seguintes plataformas:
AMAZON iTUNES KOBO ISSUU Entre os participantes, há escritores de diversas partes do país, alguns em início de carreira e outros já reconhecidos, com livros traduzidos e distinções literárias de prestígio, a exemplo dos prêmios São Paulo, Pernambuco, Sesc e Jabuti. São vozes distintas que, ao explorarem diferentes formas e estilos, encontram unidade na alta qualidade de seus textos.
Das faixas que compõem o Nevermind, Bruno Liberal escreve sobre Smells Like Teen Spirit; André Timm, sobre In Bloom; Mário Araújo, Come As You Are; João Vereza, Breed; Moema Vilela,Lithium; Alessa…

10 Filmes sobre a “Alegoria da Caverna” de Platão

A Alegoria da Caverna é uma das alegorias mais importantes da história da filosofia. Nela, há a história de dois homens que nascem dentro de uma caverna que, sempre de costas para a saída, acreditam que ali reside a realidade. As sombras projetadas pelos animais e folhas nas paredes da caverna – sombras estas muitas vezes manipuladas -, para os homens, eram a realidade.
No momento em que um dos homens sai da caverna e encontra o mundo como coisa em si, fica encantado ao se deparar com as coisas que antes eram apenas sombras. Ao retornar a caverna, é ridicularizado e desacreditado. Seus colegas não conseguem acreditar em um mundo fora do seu. Ao apresentar tal alegoria, Platão intenciona demonstrar que dentro da caverna, onde os homens se aprisionam, está o mundo material. Para ele, as coisas materiais não passam de sombras da realidade. Uma cadeira, material, está sujeita a deformação e destruição. Contudo, ao sair da caverna, o homem é capaz de enxergar a luz, o mundo das idéias. Lá, …

Dalton Trevisan e a literatura do contra, por Verônica Daniel Kobs

HISTÓRIAS DE DALTON
Profa. Dra. Verônica Daniel Kobs¹
João e Maria: infelizes para sempre²
Fazem parte da mitologia daltoniana os personagens João e Maria, que, apesar de serem nomeados, são gerais, anônimos, estereótipos que se enfrentam diariamente, na interminável guerra conjugal. Dalton Trevisan dessacraliza o casamento e revela a violência, as frustrações e a infelicidade da vida privada. No que diz respeito às relações conjugais e familiares, os contos do escritor guardam estreito parentesco com as crônicas policiais, que denunciam a violência doméstica, a infidelidade e os crimes passionais. Até mesmo o exagero que caracteriza os textos jornalísticos que fazem uso desses temas está presente na literatura de Dalton Trevisan, com o intuito de chocar o leitor, pelas minúcias da ação, que se apresenta crua, violenta, repleta de agressões físicas e morais. As relações de alteridade que aproximam e distanciam o casal revelam o outro como ameaça. O ser amado torna-se uma espécie de inimi…

15 livros de vencedores do Nobel de Literatura que você deveria ler

De 2000 para cá, todos os vencedores do Nobel de Literatura já tiveram suas obras traduzidas para o português. Pensando nisso, selecionamos o principal livro de cada um dos escritores que foram agraciados com o Nobel nos últimos 11 anos. Confira:
15 – Svetlana Alexiévich, Nobel de 2015. O Fim do homem soviético. (Porto, 472 páginas).
14 – Patrick Modiano, Nobel de 2014. Uma Rua de Roma. (Rocco, 224 páginas).

13 – Alice Munro, Nobel de 2013. A vista de Castle Rock. (Relógio d’Água, 288 páginas).
12 – Mo Yan, Nobel de 2012. Peito Grande, Ancas Largas. (Ulisseia, 690 páginas). 11 – Mario Vargas Llosa, Nobel de 2010. Travessuras da Menina Má. Homem reencontra paixão da adolescência em diversos países e épocas da vida. (Alfaguara Brasil, 304 páginas).
10 – Herta Müller, Nobel de 2009. Depressões. Uma jovem conta o cotidiano de sua aldeia que fica entre a Romênia, a Hungria e a Sérvia. (Globo, 162 páginas).
9 – Jean-Marie Gustave Le Clézio, Nobel de 2008. O Africano. O autor tenta esclarecer a fig…

O mundo como um palco: Um passeio pelo bosque de Wislawa Szymborska

"Eu levo o mundo como o mundo é, Graciano: um palco, onde cada homem tem o seu papel, e o meu é triste."

(William Shakespeare - Antônio a Graciano, in "O Mercador de Veneza" - Ato I, Cena I)

A vida enquanto peça é uma das analogias mais fantásticas que o contato com o Teatro nos proporciona. Da infância à velhice, sempre estaremos assumindo diversos papéis, em diversos cenários e, tragicamente, sem direito a ensaios. O palco, por fim, é este gigante infausto chamado mundo. Oriunda dos clássicos gregos, esta noção também é inerente às célebres obras de William Shakespeare – conforme apresentado acima, em O Mercador de Veneza .  Wislawa Szymborska – poetisa polonesatraduzidapara o português pela primeira vez em 2011, traz - em alguns de seus trabalhos - versos incrivelmente belos, compostos sob a ótica do theatrum mundi. Nascida em 1923, a escritora estreou como poeta em plena era stalinista. Estudou, de 1945 a 1948, literatura e sociologia na Universidade Iaguielônica …

Oberlan Rossetim, autor de 'Cócegas na coceira', confidenciou sua poesia ao Recorte Lírico

Hoje é dia de poesia, sim senhor! Entrevistamos o autor curitibano Oberlan Rossetim (27), que nos apresentou o seu novo livro, "Cócegas na coceira", que é essencialmente poético. Oberlan ainda falou um pouco sobre sua relação com a Psicologia e como isso colabora em seu processo criativo e de análise humana, opinou a cerca das novas tendências e demandas do público-leitor, e por fim nos revelou as suas maiores inspirações e referências literárias mundo afora. Foi um bate-papo agradabilíssimo e você confere agora, com exclusividade. 
RL – Em alguns releases do seu livro você afirma que a obra não tem um único tema. Discorra um pouco sobre isso e, caso seja necessário, fale sobre os assuntos mais relevantes da história.
Oberlan – Quando eu falo para uma pessoa que escrevo Poesia, ela logo pergunta se eu gosto de escrever sobre o Amor, ou se eu tenho alguma Musa Inspiradora. Isso me deixa um pouco embaraçado, porque o Amor está em tudo, inclusive quando sentimos raiva, tristeza,…