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Mostrando postagens de Outubro, 2016

Autores da Literatura Brasileira com mais chances de cair no ENEM 2016

O ENEM deste ano acontece nos dias 5 e 6 de novembro e, diferente de outros vestibulares, nesse processo não há uma lista de livros obrigatórios. Isso não quer dizer que não haverá questões sobre Literatura. Muito pelo contrário, a média é de 10 perguntas dessa disciplina a cada edição. Para auxiliar os candidatos nesse vasto universo da literatura nacional, o Stoodi – startup de educação a distância que oferece videoaulas, plano de estudos e monitorias transmitidas ao vivo – preparou uma lista com os 7 escritores brasileiros que mais vezes protagonizaram questões das provas do Enem desde a primeira edição do exame, lembrando que para esta prova a famosa ‘decoreba’ não é uma estratégia eficaz.

1) Carlos Drummond de Andrade – 12 vezes
Sabe aquela frase “No meio do caminho tinha uma pedra”? Então, é dele mesmo: Drummond, um dos grandes modernistas brasileiros. Ele é o autor mais citado pela prova. O “Poema de Sete Faces” e “A Dança e a Alma” já marcaram presença no exame. Uma caracterí…

Autor angolano lança trilogia sobre sua relação com a Bahia e demais países lusófonos

O autor Ricardo Ferreira, nascido em Benguela, formado em Portugal, e que vive no Brasil, mais especificamente na Bahia, há 13 anos, mergulhou profundamente na Literatura com a sua trilogia "O Grande Banquete", na qual trata das questões da aproximação cultural, linguística e social entre os países lusófonos, com bagagem suficientemente específica, visto que o escritor possui experiências concretas em três desses países de Língua Portuguesa.


RL – Em "O Grande Banquete – Viagens à nossa volta", o personagem João Antônio percorre os dois lados do Oceano Atlântico, migrando entre a Bahia e Benguela. Na obra, o que há de mais significante ao tratar essas duas realidades civis?
Ricardo– O primeiro livro "O Grande Banquete – a Transformação e o Templo",  retrata a minha experiência pessoal e a visão de um português que resolve atravessar o atlântico e começar uma nova vida além mar. A narrativa é toda na primeira pessoa, onde descrevo as vivências tidas e vivid…

Traduções da pintura em 'Breve espaço entre cor e sombra', de Cristovão Tezza

TRADUÇÕES DA PINTURA EM BREVE ESPAÇO ENTRE COR E SOMBRA, DE CRISTOVÃO TEZZA*
Profa. Dra. Verônica Daniel Kobs**
            No romance Breve espaço entre cor e sombra, há quatro capítulos especiais, porque apresentam o processo artístico do pintor Tato Simmone, na composição de suas telas: Crianças, Immobilis sapientia, Estudo sobre Mondrian e Réquiem. São essas pequenas histórias, com títulos homônimos aos quadros pintados pelo protagonista, que serão analisadas neste ensaio. No capítulo Crianças, o sobrenatural consolida-se com a história de um homem que se vê morto, depois de ter sofrido um acidente de carro. Porém, a morte é revelada ao leitor e ao próprio personagem apenas ao final do texto escrito, o que justifica as situações insólitas vividas pelo protagonista, ao lado de crianças que transitam com desenvoltura entre os distintos mundos da realidade e da imaginação. Essa duplicidade reforça a afirmação que Ariadne faz sobre a pinturaser mais livre que a literatura, no que se refe…

As Aventuras, os Desafios e as Intermitências da Morte

Ele está, indubitavelmente, entre os mais importantes nomes da literatura em Língua Portuguesa no mundo. Escreveu uma série de ótimos livros como O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio sobre a Cegueira (1995) e Todos os Nomes (1997). Trata-se de José Saramago (1922-2010), não por acaso o primeiro autor em Língua Portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Depois da premiação, não se acomodou, continuou brindando seus leitores com boas obras. Vieram: A Caverna (2000), O Homem Duplicado (2002), Ensaio sobre a Lucidez (2004) e outros, dos quais destaco o interessantíssimo As Intermitências da Morte (2005).
“No dia seguinte ninguém morreu” – com essa frase se inicia o romance, narrado em terceira pessoa, com digressões meio num estilo machadiano, pelo qual o narrador onisciente se permite observações marginais à ação dos personagens. Aliás, no começo sente-se a ausê…

Casa das Rosas realiza "pronto-socorro" literário

Para quem gosta de escrever e sonha em se tornar um escritor profissional, a Casa das Rosas realizará, no próximo dia 30, domingo, o seu tradicional SOS Literatura.
O encontro será em forma de atendimento, feito por profissionais do mercado literário para tirar dúvidas e dar orientações sobre escrita de poesia ou prosa, edição de livros, direitos autorais, e-books etc. O Museu pertence à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e é gerenciado pela organização social POIESIS.


O atendimento será a partir das 14h. As senhas serão entregues gratuitamente durante o evento. A Casa das Rosas possui um Centro de Apoio ao Escritor, com cursos, oficinas, palestras, fóruns, simpósios e saraus, sempre com escritores e profissionais do mercado. Toda a programação é gratuita.
Casa das Rosas 
Avenida Paulista, 37 Bela Vista – Centro, São Paulo – SP (11) 3285-6986 | (11) 3288-9447
Estação Brigadeiro (Metrô - Linha 2 Verde) Fonte: Catraca Livre
Da Redação

Sentidos da idealização romântica na obra Inocência, de Visconde de Taunay

O romance Inocência é uma produção de Visconde de Taunay, do período de excitação e declínio do romantismo brasileiro. Publicado em 1872, Inocência tornou-se o maior romance romântico regionalista de nosso romantismo. Essa fase regionalista dos românticos brasileiros permeou não só a obra do Visconde de Taunay, mas também a de autores como Bernardo Guimarães (1827 - 1884), Franklin Távora (1842 - 1888), entre outros “menores”. O enredo da obra de Taunay não será o principal objeto aqui analisado, mas sim o caráter idealizador, comumente nas histórias do período em questão. Não obstante precisamos esclarecer e levantar alguns aspectos, elementos e personagens desse enredo para que as questões sejam elucidadas com minudência.
A história se passa no interior do estado de Mato Grosso do Sul, destacando-se, principalmente, a natureza, a fala e os costumes do povo local, o que aqui já se caracteriza forte idealização romântica na obra; primeiro pelo fato da busca por uma identidade nacional…

Prêmio Jabuti levará em conta a escolha dos leitores

Pela primeira vez desde que foi criado, em 1959, o Prêmio Jabuti, tradicional honraria brasileira de literatura, levará em conta a escolha de leitores. Por meio de uma votação popular entre as obras finalistas das categorias Romance, Contos e Crônicas e Poesia, será revelada a "Escolha do Leitor". A iniciativa é uma parceria entre a CBL (Câmara Brasileira do Livro), que realiza a premiação, e a Amazon, plataforma através da qual será feita a votação. "A voz do leitor sinalizando seus preferidos entre os finalistas de categorias literárias vai ampliar muito a discussão sobre leitura e literatura. O que é ótimo!", disse Marisa Lajolo, curadora do Prêmio Jabuti, em um comunicado. Os livros finalistas serão anunciados na sexta (21). Ao todo, o prêmio contempla 27 categorias. A obra que ficar em primeiro lugar de cada categoria receberá, além do troféu Jabuti, um prêmio no valor bruto de R$ 3.500. O Livro do Ano Ficção e o Livro do Ano Não Ficção receberão, cada um, o t…

Poesia medieval de hoje: o Trovadorismo moderno – por Luciano Chaves Jr

Você sabia que todo movimento literário da tão linda, esplendorosa e magnífica literatura portuguesa é uma contraposição ao movimento anterior? Pois é. Agora, se cada um existiu por conta de um anterior, como se formou o primeiro? É sobre ele mesmo que falaremos aqui, meus amigos: o Trovadorismo.É no mínimo curioso pensar em uma origem ao primeiro movimento literário português, sendo que não havia um anterior ao qual pudesse se opor. Acontece que o Trovadorismo, quando formado, não tinha a intenção de forma-se um movimento literário, muito menos de se opor a nada. Vamos à história.
Na idade média, predominava-se sobre Portugal o galego-português, idioma adquirido no comércio com os árabes, na península ibérica. O povo gostava de cantar para expor suas emoções, sentimentos. O que cantavam? As trovas, poesias com melodia, acompanhadas de instrumento e, obviamente, voz. A grande maioria das poesias não era escrita, por ser comum da população analfabeta.O mais interessante são as divisões …