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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Chico Buarque vence prêmio francês de literatura pelo conjunto da obra

Os livros de Chico Buarque foram publicados na França pela editora Gallimard. Informado de última hora, Chico Buarque infelizmente não pôde comparecer à premiação, que aconteceu nesta segunda-feira (30).

Além de sua vasta obra musical de grande impacto desde a década de 60, Chico Buarque também tem uma série de romances publicados. O primeiro, Estorvo, foi publicado em 1991, de lá pra cá foram publicados mais quatro títulos: Benjamim (1995), Budapeste (2003), Leite Derramado (2009) e O Irmão Alemão (2014).

Leite Derramado foi adaptado para o teatro recentemente sob a direção de Roberto Alvin. Atualmente a peça está em cartaz em Centros Educacionais Unificados (CEU) na periferia da capital paulista.

O Prêmio Roger Caillois foi criado em 1991 pelo PEN Club da França em parceria com a Casa da América Latina e a Sociedade dos escritores e amigos de Roger Caillois (1913-1978), sociólogo e crítico literário francês.

Nesta mesma categoria já foram premiadas outras personalidades, entre elas Ma…

Literatura: chegada de Macondo e adeus a Guimarães Rosa

O ano de 1967 marcou, também, a literatura. Entre lançamentos de João Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Antônio Callado, destaca-se a chegada às livrarias argentinas de “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez.
O romance do autor colombiano que ganharia o Nobel da Literatura 15 anos depois, em grande parte por causa dessa obra, marcou a época. Lançado dois dias antes de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, a reação do público leitor foi similar a vista entre fãs dos Beatles: um entusiasmo contagiante.
A publicação do romance, porém, não somente influenciou profundamente a vida dos leitores, mas a de seu autor também. “O problema depois de escrever ‘Cem Anos de Solidão’ foi que eu não sabia mais para quem dos milhões de leitores eu escrevia. Isso me incomoda e inibe. É como ter um milhão de olhos sobre seu ombro, e você não sabe realmente o que está pensando”, contou o autor à revista “The Paris Review”, em 1981, confessando que passou os cinco anos seguintes sem conseguir …

ABL divulga manuscritos de Machado de Assis

Conhecer a letra de mão do autor dileto, acompanhar seu processo criativo, ver suas rasuras, personagens que trocaram de nome, ideias reformuladas. Para os leitores que estão se apaixonando agora por Machado de Assis (1839-1908), admiradores da vida toda, estudiosos que dedicam a vida a esmiuçar seus textos, a Academia Brasileira de Letras (ABL) está oferecendo em seu site (www.academia.org.br) os manuscritos digitalizados de parte de sua obra.
Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), seus dois últimos romances, e o poema O Almada estão disponíveis desde dezembro. Os usuários podem olhar com a lupa digital as 825 páginas que contam a história dos gêmeos Paulo e Pedro, as 466 em que o Conselheiro Aires narra suas memórias e as 210 do “poema heroico-cômico em oito cantos”, este pouco conhecido, publicado na obra póstuma Outras Relíquias (1910).

São raridades que apenas os consultores do arquivo da ABL podiam conhecer. A demanda vinha de pesquisadores do Brasil e do mundo. “A digital…

Projeto de mestrado da Uepa abre o mundo da literatura para os cegos

"Vem cá, menino! Traz a lamparina pra eu ler uma história pra vocês". A lembrança da fala da avó foi a inspiração para o título do projeto e tema da dissertação de mestrado da professora Joana Martins, aprovada com louvor em outubro deste ano, no Mestrado em Educação da Universidade do Estado do Pará (Uepa). 'Lamparina para Cegos: literatura acessível na Amazônia' trabalha o desenvolvimento de livros falados para pessoas com deficiência visual, além de formar ledores – os intérpretes dos livros convertidos - e programar diversas atividades para dar visibilidade à luta por acessibilidade para a pessoa cega, principalmente entre acadêmicos. Em 2017, o projeto pretende disponibilizar livros falados de grandes nomes da literatura amazônica, como Haroldo Maranhão, Dalcídio Jurandir e Eneida de Moraes.
Joana se descreve como uma leitora voraz e atribui ao pai a paixão pela leitura. “Ele lia muito, sempre. E lia para nós. Criou oito filhos leitores”, relembra. A relação dela…